📌 Resumo do segundo dia:
- ✅ Especialistas defendem uso estratégico, transparente e humanizado da IA
- ✅ Neil Patel anuncia: “o clique deixou de ser o principal indicador de interesse”
- ✅ Brasil se destaca como um dos mercados mais engajados na adoção de agentes de IA
- ✅ CEO do Web Summit afirma que o Pix é “assassino de monopólios” e pode revolucionar as fintechs globais
- ✅ Maior evento de tecnologia da América Latina segue até quinta-feira (11/06) no Rio
O segundo dia do Web Summit Rio 2026, realizado ontem (09/06) no Riocentro, foi marcado por debates intensos sobre os impactos da inteligência artificial nos negócios, na comunicação e no comportamento do consumidor[citation:1].
Executivos, especialistas e lideranças globais defenderam uma visão comum: mais do que avanço tecnológico, o momento exige uma utilização estratégica, transparente e humanizada da inteligência artificial. A inteligência artificial se consolidou como o tema central do evento, que reúne milhares de participantes, startups, investidores e empresas de tecnologia até quinta-feira (11/06)[citation:1].
📈 “A morte do clique”: a previsão de Neil Patel
Um dos painéis de destaque foi conduzido por Neil Patel, fundador da NP Digital e uma das principais referências globais em marketing digital. Na palestra “A morte do clique: como capturar a demanda sem tráfego”, Patel afirmou que o clique deixou de ser o principal indicador de interesse dos usuários[citation:1].
Segundo ele, a fragmentação das plataformas digitais e a crescente presença da inteligência artificial nas buscas estão transformando a forma como as pessoas encontram informações na internet[citation:1].
💡 Oportunidade para o Brasil:
Patel destacou ainda a importância do investimento em AI Search, área focada em mecanismos de busca impulsionados por inteligência artificial. Para o especialista, o Brasil ainda possui amplo espaço para crescimento nesse segmento, o que representa uma oportunidade estratégica para empresas que desejam ganhar competitividade nos próximos anos[citation:1].
🇧🇷 Pix é “assassino de monopólios” e pode revolucionar fintechs globais
Paddy Cosgrave, fundador e CEO do Web Summit, afirmou em entrevista coletiva que o arranjo de pagamentos instantâneos do Banco Central, o Pix, funciona como uma alavanca de eficiência macroeconômica ao eliminar intermediários na cadeia de valor digital[citation:4].
“O Pix é um assassino de monopólios. Ele nivela o campo de jogo e remove um enorme pedágio da economia digital. Toda vez que transacionamos online no Ocidente, supõe-se que devemos dar 2% a alguém. Isso é completamente insano”, disse Cosgrave, acrescentando que grandes incumbentes de adquirência e bandeiras de cartões dos EUA observam o movimento com atenção[citation:4].
Embora o avanço do volume transacionado no Brasil chame a atenção de fundos de Venture Capital, Cosgrave pondera que a tese ainda é pouco compreendida fora das fronteiras da América Latina[citation:4].
🌍 Expansão chinesa e Sul Global:
Cosgrave também destacou que a presença de corporações e startups da China na América Latina deve ganhar escala nos próximos anos. “Dados de mercado apontam que o modelo da DeepSeek (startup chinesa de IA) superou a OpenAI e a Anthropic em uso por empresas dentro dos Estados Unidos. Esse é um fato inacreditável”, afirmou[citation:4].
🤖 Brasil se destaca na adoção de agentes de IA
No painel sobre agentes de inteligência artificial, Cleber Morais, diretor-geral da AWS Brasil, destacou uma mudança significativa no mercado. Segundo ele, a IA deixou de ser uma tecnologia restrita a desenvolvedores e profissionais de tecnologia e passou a ser utilizada diretamente pelos usuários em atividades do dia a dia[citation:1].
Morais ressaltou que o Brasil tem se destacado internacionalmente pelo interesse em aprender, testar e implementar agentes de inteligência artificial, tornando-se um dos mercados mais engajados na adoção dessas soluções[citation:1].
📊 Dado relevante:
Estudo da CI&T em parceria com a MIT Sloan Management Review Brasil apontou que 95% das iniciativas de transformação em IA fracassam por fatores ligados à cultura corporativa, e não à tecnologia em si – um alerta importante para empresas que desejam embarcar nessa transformação[citation:7].
🧠 A era do “consumidor sensível” na era da IA
Outro destaque do dia foi a palestra de Daniela Dantas, Global Chief Customer Officer (CCO) da WGSN, intitulada “O consumidor consciente: por que o sentimento vence na era da IA”[citation:1].
Segundo a executiva, cresce o perfil do chamado “consumidor sensível”, mais atento ao impacto da tecnologia em sua identidade, valores e bem-estar. Durante a apresentação, Daniela defendeu que o conceito de “pós-IA” não significa rejeição à inteligência artificial, mas uma nova etapa marcada por mais governança, transparência e valorização dos aspectos humanos.
“Se tudo ficou otimizado, o que ainda é percebido como humano?”, questionou a especialista[citation:1].
👥 Fator humano é o epicentro da IA, apontam IBM e Banco do Brasil
Em um painel de alto nível moderado por Guilherme Ravache (Valor Econômico), Tarciana Medeiros (CEO do Banco do Brasil) e Marcelo Braga (CEO da IBM Brasil) expuseram como as empresas centenárias estão adaptando suas estruturas para a era da IA[citation:10].
Para organizações de escala monumental, o principal obstáculo da IA não reside na infraestrutura, mas na gestão das pessoas e a velocidade do mercado[citation:10].
Tarciana Medeiros foi enfática: “O grande desafio de gerenciar, neste momento em que a IA avançou significativamente, é, em primeiro lugar, um mudança de cultura. Creio profundamente que quanto mais avança a IA, mais humanos tendem a ser os serviços bancários“[citation:10].
🏦 Exemplos práticos citados:
- Resolve AI: oferece perfil integral do cliente ao gerente, gerando 30% de ganho no resultado
- Dossiê Eletrônico de Câmbio: reduziu um processo de 40 para apenas 4 minutos
Para Marcelo Braga, da IBM Brasil, o verdadeiro reto para os diretores atuais é “como escalar isso de uma forma ética e controlada”. Ambos os executivos coincidiram em que as decisões estratégicas de uma empresa não se podem externalizar a um modelo treinado exclusivamente com dados públicos[citation:10].
📅 Programação e como acompanhar
O Web Summit Rio 2026 acontece até esta quinta-feira (11/06) no Riocentro, reunindo milhares de participantes, startups, investidores e empresas de tecnologia[citation:1].
Considerado um dos maiores eventos de inovação do mundo, o encontro reforça o papel do Rio de Janeiro como um dos principais polos tecnológicos da América Latina e confirma a inteligência artificial como tema central das transformações econômicas e sociais em curso[citation:1].
📌 Próximos destaques (último dia):
- Palestras sobre ROI em IA e cases práticos de implementação
- Debates sobre o futuro do trabalho com IA generativa
- Networking com mais de 1.500 startups expositoras
- Encerramento com a presença de lideranças globais de tecnologia
❓ Perguntas Frequentes sobre o Web Summit Rio 2026
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